segunda-feira, 16 de março de 2026

sobre primeiras semanas

     Faaala, leitor!! Faz um tempinho, eu sei, eu sei, mas posso justificar! A semana passada foi muito corrida e ocupada, de verdade, tive pouquíssimo tempo pra ajeitar minha cabeça, ainda estava me ajustando por aqui. Bem, como eu dei esse leve sumiço, nada mais que justo que eu venha explicar tudo que me aconteceu nessa jornada que eu embarquei. Sigam lendo esse diário de mudança:

    Domingo, 08/03/2026, eu cheguei aqui, nada de mais, arrumei minhas coisas e tudo, me preparei pro dia seguinte com um laptop e um sonho.
    Na segunda, fui ao campus da universidade pela primeira vez, muuito perdido, mas consegui me situar direitinho. Foi um dia bem pacato, sinceramente, não conversei com ninguém, não como se eu não quisesse, mas eu estava muito atordoado, de toda forma, quem me conhece, sabe que eu não me incomodo tanto com eventos negativos, visto que acredito fortemente na máxima de que "há males que vem para o bem", era só questão de tempo até eu começar a falar com o povo da minha sala. Depois da aula, eu me arrisquei a voltar a pé para casa (ledo engano), apenas pra me perder e bater do outro lado da cidade. Bem, o cardio ficou em dia.
    Terça-feira, acordei e me arrumei, como de costume. No campus, não sabia onde era a aula, então fui atrás de informações (e, obviamente, aproveitei pra ir já puxando assunto e tal), digo que correu bem, não perfeito, mas não é de se pedir que coisas corram perfeitamente. Fiz um amigo, e, digamos, senti uma leve faísca, mas isso ponderamos depois, né? Conversei com mais pessoas, foi confortável.
    Quarta, vi aula, como de costume, e, depois, como proposto num plano de me apresentar a cidade melhor, fui ao shopping com o amigo que fiz no dia anterior ver um filme no cinema (já sabíamos onde ia dar né). Honestamente, eu estaria mentindo se eu dissesse que não gostei muito, mas será que já era hora disso? Eu sinto que é meio incerto isso, a gente mal tinha quebrado o gelo, sabe? E, agora, isso tá como uma pulga na minha orelha, eu não caí de amores ou coisa do tipo, então eu não esperava que fosse ficar um climinha um tanto quanto... desconfortável? Mas ele aparentava agir normal, então não pude deixar de me perguntar: será que é coisa da minha cabeça? Espero que eu não tenha lascado uma amizade ainda no seu estágio embrionário. Opsss..
    Quinta, como nos outros dias, vi aula, gostei um pouco mais desse dia, pois era dia da matéria que eu mais curti (ISC) e foi uma dinâmica bem legal, algo sobre "os rios que banham a nossa vida", a gente tinha que discorrer brevemente sobre a nossa origem. Acabadas as aulas do dia, ainda senti aquele clima meio insosso, e meu deus, que coisa. Tentei quebrar o gelo, mas eu acho que tem que ser bilateral pra ter algum andamento. De resto, tudo ótimo.
    Sexta, sábado e domingo dispensam qualquer dissertação, foram dias um tanto paradinhos. Usei eles mais para estudar, e, sobre isso, o conteúdo é mais denso do que aquilo que eu estava acostumado, mas estou conseguindo levar, então é um alívio.

Em suma, hoje iniciei a semana 2, não mantenho lá no topo minhas expectativas, mas eu também tenho que aprender a dar tempo ao tempo, eu me vejo bem daqui a 1 mês, pena que existe todo um processo até passar esse tempo, né? 

Acho que é isso. Bem, vou prosseguindo. Cá entre nós, eu e você, você e eu, leitor, já fiz um grande avanço desde minha primeira publicação aqui, né? Isso fica de prova, tudo passa, eventualmente.

Energias positivas, Allan do Bendito Eco.
Caso se sintam à vontade, não deixem de comentar, curtir e seguir o blog!
Isso me ajuda muuuuito.

quarta-feira, 4 de março de 2026

sobre conseguir e sobre mudanças pt. II

     E aí, leitor? Creio que, já pelo título, dá pra se ter uma ideia de que essa postagem se trata sobre algo bom, e, bem, nesse caso, é algo muito, muito bom. :)

    Não sei se já cheguei a explicar a minha situação em relação aos vestibulares de forma específica, mas, reduzindo uma história longa, eu não havia passado em uma colocação, o que eu acho que amplifica, de certa forma, o sentimento de reprovação, porque vem com aquele gostinho de "quase". Bem, segui adiante e hoje tive a notícia: eu passei! Amazonas que me aguarde!!

    É um pouco engraçado, sinto que a ficha caiu e subiu e tá pra cair de novo, é bem emocionante, pra falar a verdade. Quem acompanha o blog sabe que não foram lá os tempos mais fáceis, então é bem tranquilizante essa resolução. Agora só consigo pensar nas coisas que me aguardam, tempos bons vem por aí.

    Uma pena que eu, por ter passado pela lista, não vá ter acesso a todas as dinâmicas introdutórias da primeira semana que geralmente fazem nos cursos de Medicina, e isso me faz pensar: será que eu vou ter alguma dificuldade em fazer novas amizades? Me conhecendo, sei que não vou, e talvez, só talvez, seja mais interessante assim. Superar dificuldades torna tudo muito mais interessante.

    Tenho aqui a sensação de que tudo convergiu para esse momento, e o aprendizado que eu obtive tornou tudo isso melhor, foram lições muito valiosas, seria ousado dizer que é até meio mágico?

    Agora, como nem tudo é flores, tenho que falar sobre o que há de negativo, isto é, ter que ir embora do estado em que eu nasci e cresci :(. É triste, ter que abrir mão de tudo que eu cultivei aqui (convenhamos, nem é abrir mão, vou guardar tudo saudosamente dentro de mim). Amigos e família, sabe? E agora, que eu tava até de papinho com alguém? Vai ter que ficar em standby. A comodidade sempre vai fazer falta, mas, como eu já disse antes, as mudanças são necessárias, ainda que avassaladoras, e cá estou para receber essa grande mudança de braços abertos. Foi uma caminhada longa de mais para eu cogitar fraquejar agora.

    Espero que meus últimos dias por aqui sejam sublimes, e que meus primeiros por lá sejam tanto quanto.

Segue uma foto de euzinho:


    Agradeço a todos que não saíram do meu lado,
amigos, família, o corpo docente do meu colégio (que não deixa de ser amigos e família).
Obrigado pelo apoio, simbora!!

Muuuuuitas energias positivas, Allan do Bendito Eco.
Deixem aí o feedback, sigam se curtirem a vibe do blog, e,
caso se sintam a vontade, comentem aí sobre alguma experiência
de mudança de vocês! Adoraria ouvir :)

poema: para a cigana


andando no centro eu li

"trago seu amor de volta em 3 dias"

me interessei não sabendo quem seria


telefonei ao número do cartaz 

para dizer que não via a hora

de ter algum amor de volta em 3 dias


passadas as 72 horas

ansioso para ver qualquer um retornar

fui dormir só e acordei 

gostando mais de mim


sábado, 28 de fevereiro de 2026

sobre novidades

     Alô, leitor! Como vamos? 

    Recentemente, aconteceu algo pequenino, mas eu sinto que isso é digno de relatar por aqui, visto que vem ocupando minha cabeça um cadinho, fiquem com a reflexão do momento:

    Ano passado, antes de eu embarcar no meu ex-relacionamento, eu tinha um "ex-curtante" (assim que eu chamo alguém que você nunca conversou ou coisa do tipo, mas vocês curtiam postagens do Instagram um do outro, talvez na esperança de evoluir para algo), foi uma situação bem curta, visto que menos de um mês depois comecei a namorar. E, bem, ficou por isso por basicamente um ano inteiro, até eu terminar e embarcar no meu "fabuloso processo de cura" e, finalmente, ter coragem, após um mês, de interagir um pouco mais a fundo. O que posso dizer: SINTO que correu bem, não posso garantir nada, mas eu respondi a um story dele e, olha, não fui mal respondido.

    E isso me fez pensar: será que é assim o processo? Eu asseguro: não parei de pensar no meu ex, mas eu não fiz isso por ele, eu fiz por mim, por vontade de colocar mais um pézinho para fora da espiral, e isso me fez colocar a minha cabeça um pouco mais no eixo, foi simples, de forma desinteressada, sem fins maiores, então é o certo? De toda forma, não vou forçar nada, vou levar naturalmente, seguir o fluxo. Afinal, minha meta principal não é essa, e acho que seria injusto comigo se fosse.

    Como eu disse, era pequenino, mas valia a pena que eu comentasse, eu fico animado pensando, aquela ansiedadezinha boa, sabe? Faz taaanto tempo, haha.

    O importante é não abaixar a cabeça.

Energias positivas, Allan do Bendito Eco.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

poema: de deux, un

eu tempos dançava num ritmo conduzido
experimentando um estilo novo
acompanhado do amor no coração

passada a moda
me encontrei só na pista
só pude jogar braços e pernas assim

eu hoje danço num ritmo desajustado
caindo aos tropeços
mas livre, satisfeito com a minha razão

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

introdutório e sobre mudanças

     Oi, leitor! Me chamo Allan, tenho 18 anos e sou do Ceará. Decidi começar esse blog porque sempre curti ler e escrever, e embora eu pudesse fazer isso em outras redes, como o X (finado Twitter), sinto que o formato não me agradava muito, principalmente pelo número máximo de caracteres ser relativamente pequeno, aí "quebrar" o tweet me incomodava um pouco. Sem falar que quem nunca quis ter um blog, né? 

    De toda forma, pra esse espaço, eu idealizo um lugar onde eu possa colocar em pauta algumas reflexões e observações que o meu cotidiano me proporciona, e espero que eu consiga fazer isso de forma que interesse a quem se deparar com esse site.

    O nome desse site vem de uma conta que eu tinha na rede Bluesky para publicar e, assim, registrar alguns poeminhos. Infelizmente, a conta, de forma não intencional, foi descontinuada, pois no ano seguinte ao que criei a conta, embarquei numa rotina muito turbulenta e acho que até o "fazer poético" foi perdendo espaço na minha cabeça. Agora que posso respirar mais um pouco, senti aquela leve fagulha de escritor reacender, então por que não tentar?

    Agora sem mais delongas, fiquem com o meu pensamento dos últimos dias.

    Recentemente, fui atingido por alguns acontecimentos negativos, dentre eles, sinto que os mais graves foram o fim de um relacionamento ocasionado por um término unilateral (claramente, não do meu lado, por ter me afetado tanto) e a reprovação no vestibular que, embora eu compreenda que ainda há muito tempo pela frente, desanima bastante, ainda mais quando a pessoa que terminou com você conseguiu, e você, não (inclusive, sinto que esse foi um dos motivos pro término, mas sei que ficar ruminando não te leva pra frente). Vamos por partes:

    Durante o relacionamento, sinto que fui feliz enquanto eu pude ser, e, por ter sido meu primeiro namoro, creio que seja normal todo o apego que acabei desenvolvendo (embora tenha partido só do meu lado, o que me faz duvidar um pouco desse pensamento), e quando a fase inicial das rosas acabou, só foi de ladeira abaixo, com a pessoa me tratando da forma que bem entendia, e, consequentemente, vindo a me tratar bem mal, reforçando o afeto de forma intermitente (não sou nenhum profissional, mas acredito fortemente que essa foi a causa de eu ter desenvolvido uma certa dependência), vendo por fora, era bem notório que o relacionamento só se sustentava pela convivência diária, pois frequentávamos o mesmo colégio e estudávamos na mesma sala, e foi só surgir uma dada distância que muita coisa veio à tona. Enfim, fiz essa volta toda pra dizer o seguinte: eu estava acostumado a ter uma certa pessoa lá, no meu cotidiano, e mesmo que nem sempre de forma agradável, me fazendo uma companhia constante que, ao acabar, faz falta, inevitavelmente. Ou seja, quando terminamos, foi mais do que o fim de um relacionamento, foi também o fim de uma vivência e, bem, pelo menos pro meu lado, foi bem difícil, o bastante para me afetar até mesmo um mês depois. (Quer dizer, não sei se é normal, mas é porque a minha régua é o outro lado da moeda, que, do pouco que vejo, de forma não requisitada, não parece bem... afetado, digamos.)

    E sobre o vestibular, a minha condição de reprovado fica ainda mais frustrante quando isso ocasiona uma ruptura num vínculo (e você pega o pior lado dessa ruptura!), e por tudo isso eu me sentia na sarjeta, afinal de contas, eu passei o ano anterior me dedicando o tanto que eu pude, equilibrando as coisas na medida, e ver que não foi o suficiente, bem, é triste.

    Mas, ei! Durante esse mês após todo o desastre, eu percebi que não podia ficar parado, pois o mundo não para em canto nenhum, tive que retomar meus estudos, embora tendo uma mudança de âmbito, pois já não estou mais no ensino médio, e a atmosfera do cursinho pré-vestibular é bem diferente. Fui capaz de bloquear a pessoa de todos os lugares, coisa que eu nunca pensei que conseguiria (embora não tenha sido exatamente a medida mais que impecável, pois vira e mexe me deparo com essa ilustríssima presença em stories ou postagens alheias, mas tudo bem, a minha vida é a minha e, me sinto aliviado em poder dizer isso em alto e bom tom, não é mais assunto meu). Assim, tive que preencher o vazio que a pessoa deixou com outras coisas, coisas que me faziam bem, e atualmente me vejo reconectar tanto com amigos, quanto comigo mesmo, e isso é bem bonito, né? Por não ter nenhuma fórmula mágica para superar os problemas, tive que ir levando as coisas lentamente, e, com o tempo, fui me encontrando até mais feliz, apesar dos pesares, do que eu estava durante a infame reta final do relacionamento, principalmente por saber que toda a minha energia que era drenada por isso tudo agora é toda minha novamente (inclusive agora tenho o fôlego pra estar aqui escrevendo, haha!). Me vejo gostando mais de mim, cuidando de mim, fazendo exercícios de forma até que regular, tratando a minha pele, estou vivendo em função de mim, não me sinto tão amuado e, pela primeira desde meados do segundo semestre do ano passado, ansioso de forma positiva pelo futuro, acho que é comum esse feeling, espero que seja, de toda forma, todos merecem se sentir em paz.

    Acho que, mesmo que avassaladoras às vezes, as mudanças são necessárias, seja de lugar, seja de relações, elas te flexibilizam e têm o fabuloso poder de te fazer crescer, se você puder recebê-las de braços abertos. (Cá entre nós, será que eu estaria tão feliz assim aprovado, mas num relacionamento nocivo e sem autocuidado nenhum? Ninguém tem como saber, mas ter para si que não estaria, me faz encarar toda a situação com mais leveza.)

    Sei que não estou na melhor, mas qual o problema? Tenho pra mim que quanto mais fundo você cai, mais alto você pode se levantar.

    A gente tem que seguir adiante com um pé de cada vez, mesmo com as pernas doloridas, e, olha, o aprendizado dessa caminhada toda, eu não trocaria por relacionamento ou aprovação nenhuma.

Energias positivas, Allan do Bendito Eco.
P.S.: Se você sentir a necessidade de dar um feedback, sinta-se livre!
 Sou novo nesse negócio e estou mais que disposto a aprender! :)

sobre primeiras semanas

      Faaala, leitor!! Faz um tempinho, eu sei, eu sei, mas posso justificar! A semana passada foi muito corrida e ocupada, de verdade, tive...