quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

introdutório e sobre mudanças

     Oi, leitor! Me chamo Allan, tenho 18 anos e sou do Ceará. Decidi começar esse blog porque sempre curti ler e escrever, e embora eu pudesse fazer isso em outras redes, como o X (finado Twitter), sinto que o formato não me agradava muito, principalmente pelo número máximo de caracteres ser relativamente pequeno, aí "quebrar" o tweet me incomodava um pouco. Sem falar que quem nunca quis ter um blog, né? 

    De toda forma, pra esse espaço, eu idealizo um lugar onde eu possa colocar em pauta algumas reflexões e observações que o meu cotidiano me proporciona, e espero que eu consiga fazer isso de forma que interesse a quem se deparar com esse site.

    O nome desse site vem de uma conta que eu tinha na rede Bluesky para publicar e, assim, registrar alguns poeminhos. Infelizmente, a conta, de forma não intencional, foi descontinuada, pois no ano seguinte ao que criei a conta, embarquei numa rotina muito turbulenta e acho que até o "fazer poético" foi perdendo espaço na minha cabeça. Agora que posso respirar mais um pouco, senti aquela leve fagulha de escritor reacender, então por que não tentar?

    Agora sem mais delongas, fiquem com o meu pensamento dos últimos dias.

    Recentemente, fui atingido por alguns acontecimentos negativos, dentre eles, sinto que os mais graves foram o fim de um relacionamento ocasionado por um término unilateral (claramente, não do meu lado, por ter me afetado tanto) e a reprovação no vestibular que, embora eu compreenda que ainda há muito tempo pela frente, desanima bastante, ainda mais quando a pessoa que terminou com você conseguiu, e você, não (inclusive, sinto que esse foi um dos motivos pro término, mas sei que ficar ruminando não te leva pra frente). Vamos por partes:

    Durante o relacionamento, sinto que fui feliz enquanto eu pude ser, e, por ter sido meu primeiro namoro, creio que seja normal todo o apego que acabei desenvolvendo (embora tenha partido só do meu lado, o que me faz duvidar um pouco desse pensamento), e quando a fase inicial das rosas acabou, só foi de ladeira abaixo, com a pessoa me tratando da forma que bem entendia, e, consequentemente, vindo a me tratar bem mal, reforçando o afeto de forma intermitente (não sou nenhum profissional, mas acredito fortemente que essa foi a causa de eu ter desenvolvido uma certa dependência), vendo por fora, era bem notório que o relacionamento só se sustentava pela convivência diária, pois frequentávamos o mesmo colégio e estudávamos na mesma sala, e foi só surgir uma dada distância que muita coisa veio à tona. Enfim, fiz essa volta toda pra dizer o seguinte: eu estava acostumado a ter uma certa pessoa lá, no meu cotidiano, e mesmo que nem sempre de forma agradável, me fazendo uma companhia constante que, ao acabar, faz falta, inevitavelmente. Ou seja, quando terminamos, foi mais do que o fim de um relacionamento, foi também o fim de uma vivência e, bem, pelo menos pro meu lado, foi bem difícil, o bastante para me afetar até mesmo um mês depois. (Quer dizer, não sei se é normal, mas é porque a minha régua é o outro lado da moeda, que, do pouco que vejo, de forma não requisitada, não parece bem... afetado, digamos.)

    E sobre o vestibular, a minha condição de reprovado fica ainda mais frustrante quando isso ocasiona uma ruptura num vínculo (e você pega o pior lado dessa ruptura!), e por tudo isso eu me sentia na sarjeta, afinal de contas, eu passei o ano anterior me dedicando o tanto que eu pude, equilibrando as coisas na medida, e ver que não foi o suficiente, bem, é triste.

    Mas, ei! Durante esse mês após todo o desastre, eu percebi que não podia ficar parado, pois o mundo não para em canto nenhum, tive que retomar meus estudos, embora tendo uma mudança de âmbito, pois já não estou mais no ensino médio, e a atmosfera do cursinho pré-vestibular é bem diferente. Fui capaz de bloquear a pessoa de todos os lugares, coisa que eu nunca pensei que conseguiria (embora não tenha sido exatamente a medida mais que impecável, pois vira e mexe me deparo com essa ilustríssima presença em stories ou postagens alheias, mas tudo bem, a minha vida é a minha e, me sinto aliviado em poder dizer isso em alto e bom tom, não é mais assunto meu). Assim, tive que preencher o vazio que a pessoa deixou com outras coisas, coisas que me faziam bem, e atualmente me vejo reconectar tanto com amigos, quanto comigo mesmo, e isso é bem bonito, né? Por não ter nenhuma fórmula mágica para superar os problemas, tive que ir levando as coisas lentamente, e, com o tempo, fui me encontrando até mais feliz, apesar dos pesares, do que eu estava durante a infame reta final do relacionamento, principalmente por saber que toda a minha energia que era drenada por isso tudo agora é toda minha novamente (inclusive agora tenho o fôlego pra estar aqui escrevendo, haha!). Me vejo gostando mais de mim, cuidando de mim, fazendo exercícios de forma até que regular, tratando a minha pele, estou vivendo em função de mim, não me sinto tão amuado e, pela primeira desde meados do segundo semestre do ano passado, ansioso de forma positiva pelo futuro, acho que é comum esse feeling, espero que seja, de toda forma, todos merecem se sentir em paz.

    Acho que, mesmo que avassaladoras às vezes, as mudanças são necessárias, seja de lugar, seja de relações, elas te flexibilizam e têm o fabuloso poder de te fazer crescer, se você puder recebê-las de braços abertos. (Cá entre nós, será que eu estaria tão feliz assim aprovado, mas num relacionamento nocivo e sem autocuidado nenhum? Ninguém tem como saber, mas ter para si que não estaria, me faz encarar toda a situação com mais leveza.)

    Sei que não estou na melhor, mas qual o problema? Tenho pra mim que quanto mais fundo você cai, mais alto você pode se levantar.

    A gente tem que seguir adiante com um pé de cada vez, mesmo com as pernas doloridas, e, olha, o aprendizado dessa caminhada toda, eu não trocaria por relacionamento ou aprovação nenhuma.

Energias positivas, Allan do Bendito Eco.
P.S.: Se você sentir a necessidade de dar um feedback, sinta-se livre!
 Sou novo nesse negócio e estou mais que disposto a aprender! :)

11 comentários:

  1. me deixa muito feliz que você tenha retomado com a saga de se reaproximar do seu eu poético e mais subjetivo (apesar dele nunca ter ido embora de fato, ele nunca vai!)
    a escrita é, realmente, uma das melhores formas de colocar para fora as atribulações que ficam lotando a nossa cabeça e eu acho que você deve ter se sentido bem mais aliviado com seu primeiro post! mandou muito bem! poste mais e fica bem, tô muito orgulhosa do seu progresso <3

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  2. Não sei muito bem elogiar textos, mas os sentimentos foram realmente transmitidos pela forma como foi escrito, bem honesta e singular, e só um bom escritor consegue fazer isso. Muito sucesso allan!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. sua lucidez sobre a sua existência e os acontecimentos ao seu redor juntamente com a capacidade de raciocínio e de autoavaliação sempre me fascinam. não bastasse isso, transformar tais elementos de ponderação em algo tão poético e intimista me faz te admirar mais ainda. nunca deixe de lado seu eu poético, é uma das formas mais sinceras de conhecer a si. aguardo ansiosamente pelas próximas reflexões (:

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    1. agradecido pelo seu comentário, amigo

      creio que a nós da poesia (e até da prosa), o eu poético é inerente e não tem como, de fato, deixar ele de lado, apenas afastar, como em casos como esses em que você perde a si por quaisquer motivos

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  5. Ter coragem de colocar em palavras o que sentimos e compartilhar um pouco da nossa própria história não é algo fácil, isso mostra sensibilidade e força.
    Você pode ajudar muitos jovens que talvez esteja passando pelo mesmo(e até os jovens antigos, como eu hahaha), e que ao ler suas palavras podem se sentir menos sozinhos. Escrever também é uma forma muito bonita de cuidar de si e organizar o que vai dentro da gente.

    Com muito carinho e admiração.

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    1. grato pelo comentário, kay <3

      não havia visto por esse lado, e agora fico até mais feliz de poder estar escrevendo

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